Disponibilizaremos aos poucos os capítulos da história que viemos escrevendo Mesmo sem correção, o que deverá ser feito com muuuito mais tempo no Futuro! Espero que seja mais uma pedra no sapato de alguém. Abraços a todos ou ninguém. DFR; JJB; FR
Hoje quando abria a janela, por um instante o tempo desapareceu. Com o tempo as minhas matematizações dos sentimentos, as equações perderam a razão sem o tempo pra computar. Com o tempo minha razão envergonhou-se de criticar as paixões. Por um instante eu fui todo sentimento porque sentir é interiorizar o externo. A graciosidade da vida soprou meu rosto num instante sem instante. Num instante sem tempo eu pude sentir a eternidade e espaço infinitos. Avistei meu jardim onde as rosas floresciam ininterruptamente desabrochando num vermelho meus amores. Meus amores eu pude ver passando diante de mim. E o que é o amor senão qualquer coisa que alguém queira acreditar. Eu acredito nos meus amores. Todos eles plantados reverenciando minha alma de amante. Percebi o quanto o amor é um estado onde se quer viver a natureza humana. Tudo que vejo é possível pelos meus sentidos transfigurados de algo que não é além de mim, sou eu. São meus sentimentos os comunicadores desses diversos estados de mim. No meu jardim quando penso no tempo sempre me esqueço doutras rosas. O tempo é esse vilão da razão que transforma o todo na parte. Por isso quando amei pela primeira vez achei que fosse a última, quando amei outra vez achei que fosse a última, quando amei da última vez achei que fosse a última. O tempo por um instante desapareceu num instante sem tempo. E meus últimos amores não foram meus amores, meu passado transformado de mim, daquilo que sou sem deixar de ser o que fui, foi meu amor meus últimos amores. Porque não há seqüência de amores em quem ama e eu não pude fechar os olhos para os próximos amores, porque não há próximo amor, há o amor. O amor pode ser compartilhado com o amado. É mostrar ao outro esse jardim de rosas infinito e num beijo lançar a própria vida na direção do outro pra que aprecie juntos. Não é deixar de contemplar seu jardim e viver do jardim alheio. É admirar a beleza do outro e a beleza de si, a beleza da vida. A vida não é de um ou de outro, a vida, se existe, é o compartilhar da natureza humana, é admirar o outro como um eu, esse outro que sou eu, isso é o amor. E o que é o amor senão qualquer coisa que se queira acreditar. O amor é tão grande e tão incógnito quanto a busca de um sentido da vida, e apesar de grande cabe num beijo, num abraço, num olhar, num carinho, mas não cabe em palavras porque amor é atualidade, é sentir e deixar sentir. Sempre será o amor um cálculo errado porque foge da compreensão. Amor pode ser pura invenção, mas é humano e enquanto tal merece ser sentido pra que tenha valor ser humano. Hoje descobri que sentir o outro é sentir o mundo, é sentir um eu, é acreditar num sentido da vida. E mesmo que no tempo não exista sentido, assim como pode não existir amor, prefiro abrir minha janela e num instante sem tempo observar minhas rosas e sentir que não só vivi, mas que vivo. É neste universo infinito de condições de possibilidade onde poderá sentir porque o tempo simplesmente desaparece quando se ama. Porque quando se beija não se teme abrir essa janela da alma onde descansa um belo jardim das rosas de outono. D.F.R.
Na viagem de 28 dias a alma do poeta/palhaço observou o mundo. Descobriu o pranto e o riso. Que faz do palhaço quando descobre que rir nem sempre é por felicidade, a vida? Mostra que o pranto nem sempre é de tristeza, a vida. Que faz destas pessoas que nunca conhecerão, a vida? Apresenta a alegoria e os mitos distantes, a vida. Quem são as princesas acorrentadas que o poeta sempre busca? A vida. O poeta quando acorda palhaço sempre busca na sua casa o riso. O palhaço quando acorda poeta sempre busca a esperança. O palhaço quando encontra o poeta, não ri. O poeta quando encontra o palhaço, não espera. O poeta-palhaço ri de sua própria desgraça enquanto o palhaço-poeta espera de sua fortuna. O escritor sempre busca em seu armário lá no fundo esses atores do mundo-circo. Todos constroem o circo no mundo. Ninguém destrói o mundo no circo. O teatro da vida sempre está à espera de seus atores. Entram em cena a alma, o poeta, o palhaço e o escritor. Que faz dessa multiplicidade sentimental, a vida? Encena o papel do pranto, da esperança, do riso e do possível. Entra em cena a Alma. ALMA: Que do riso faria eu se apenas sentisse? Que do pranto faria eu se apenas sentisse? Atingi diversos castelos em busca de uma princesa acorrentada. Encontrei desertos castelos de areia molhada. Era o pranto das mulheres que me amaram, mas não pude amar. Era o silencio das conversas que me buscaram, mas não pude ouvir. Eram corações humanos que me sentiam, mas não pude sentir. Eram pássaros que voaram, mas não pude voar. Eram luzes que iluminavam, mas não pude enxergar. Era ela que me esperava, mas não pude buscar. Sai de cena a Alma. Entra em cena o poeta. POETA: Procuro essa tal princesa afortunada. Quem me diz onde está? É que não quero perder o pôr-do-sol. Importa-me sim que me assaltou e levou minha riqueza. Procuro essa tal de princesa. Que desgraça de riso me apresenta? Não acredito em você que com pouco se contenta. Procuro essa tal princesa afortunada. Que se dane em desgraça esta acorrentada. Quando era ladrão o pecado era moral. Quando era homem bom o pecado era mortal. Sou mal, um ser muito vaidoso que assassino corações escrupulosos. Alguém me diga onde está essa vagabunda solitária. Era tão boazinha, virou pó! Ah, que otária. Sentimentos, sentimentos e como lamentos vivem soltos por aí. Não quero saber se viva ou se morta. Quero apenas minha riqueza de volta. Sou hedonista e seu prazer é todo meu. Minha fúria vem dessa torrente de sentimentos e lamentos. A prostituta de todos nós se deu aos marinheiros, aos cavaleiros, aos coveiros, aos mortos, aos tesoureiros, aos tortos, aos cozinheiros, aos tropeiros. Pecai! Pecai de todas as maneiras tu vil princesa escavadeira. Foi num sopro que meu corpo de areia se perdeu na multidão. Encontro-me em cada castelo, mas nunca me completo, pois as correntes estão soltas e repleto de princesas que no mundo me perderam. Procuro essa tal princesa afortunada. Se for de uma nau que andarilhava nesses mares sem fim que eu te encontrarei, não sei. Eu comerei terra até te encontrar. Mas procurem em toda parte essa princesa afortunada. Pura ou degradada. Não me importo desde que seja a princesa afortunada. Sai de cena o Poeta. Entra em cena o palhaço. PALHAÇO: Como diria o bobalhão: "Eu chovo às vezes e é chovo do verbo chover. Pois se chorasse o lenço da princesa secaria minhas lágrimas. Não, eu chovo em forma de rio. Eu rio também. Eu rio durante a chuva de mim muitas palavras e seus afluentes se transformam num mar.". Entrem os leões no picadeiro. O palhaço é um cara cansado gente. Olhem pra mim. Sou engraçado? Minha desgraça alimenta seus risos!? Entrem as árvores. Entrem as borboletas. Entrem os cavaleiros rodopiantes. Entrem todos do mundo da fantasia. Sim, sou palhaço. Num sonho eu caminhava em direção à princesa acorrentada. Toda contente à minha espera. Meus olhos começaram a arder e a imagem da princesa foi ficando embaçada. Quando cheguei ao seu lado cocei meus olhos. Somente correntes. Um vazio. Nenhuma princesa. Meus braços nas correntes. Um livro no chão. E isso tudo é engraçado, pois descobri um mundo de ilusão. Quantos mundos ideais eu criei. Quantas princesas sonhei. Quantas vezes eu dei cambalhotas para o rei da fantasia. Vivi de ilusões. Será que terei que brincar de quebra-cabeças de ilusões? De mundos que construí, de paixões que criei, de pessoas que gostei. Vivo um sentimento inventado? Pois é, que é do homem sem suas ilusões para pelo menos a vida fazer mais sentido? OK, próximo passo: Sinsalabim, que reserva o futuro pra mim? Pare! Prefiro não saber. Ei você aí, eu sei que está lendo, aconteça logo então, poxa! Dou risadas, dou muitas risadas: A vida é engraçada. Mas para que quereria o rumo certo se no caminho errado eu descubro o mundo? Eu te quero porque é de graça e neste estado de graça. Eu quero lhe usar. Sempre como a puta da montanha. Prostituiu-se e personificou todos os: Desejos, desejos, malditos desejos! Goze enquanto eu tomo meu café e leio Drummond. Isso tudo é uma palhaçada. Sai de cena o Palhaço. Entra em cena o Escritor. ESCRITOR: Eu sinto. É Outono. Eu sinto. À moça desaparecida mando pela Lua a mensagem de agradecimento: Eu sinto. Eu sinto porque a vida é sensação, é pensar, é construir, é dar formas, mas eu sinto a vida agindo em mim. Eu disponibilizei meu coração para um mundo de encantos. Eu deixei meu corpo no calor de um toque. Eu sinto porque os olhos; Ah, os olhos. Que sintoma é esse, seus olhos são perfeitos. Não, os olhos! Eu sinto, sim, porque você é de verdade. Eu sinto porque na ilusão descobri a realidade. Ah, eu sinto. Eu sinto porque minha alma é toda encanto. Eu sinto porque sorri. Eu sinto porque a brisa toca meu rosto. Eu sinto porque quero sentir. Eu sinto porque me permito. Eu sinto porque está na minha frente e não está na minha frente. Eu sinto porque desejo. Eu sinto porque sou humano. Eu sinto porque sentir é estar vivo. Eu vivo porque sinto. Eu sinto as minhas mulheres como beldades estonteantes. Eu sinto porque vejo nelas o que realmente são: gloriosas, radiantes, espetaculares e perfeitas, porque minha visão não é limitada. Eu sinto porque sentem que busco a beleza que palpita dentro delas, até suplantar tudo mais. Eu sinto porque não podem evitar o desejo de libertar tal beleza e me envolver nela. Eu sinto porque sinto essa paixão de Outono. Eu sinto porque não sei quando terminará este Outono. Eu sinto porque lhe quero da forma que é. Eu sinto porque quero a luz da primeira estrela, cujo brilho está nos seus olhos, ilumine o coração despedaçado que preencho com a mais bela lembrança da sua infância. Eu sinto porque lhe quero. D.F.R.
Noite, noite, noite! Que me reserva esse lindo céu de outono senão esta sensação de fim do dia, do Sol poente. É que a Lua nova do outro lado já se pôs a alguma horas. A Lua envergonhada escondeu seu rosto com medo de minha admiração. Meus dotes de rapidez cedidos por meu pai me fez correr em direção à Terra, protegida da Lua, e daqui contemplar tamanha beleza. Deixei minhas sandálias, meu capacete e finquei o caduceu no monte da esperança pra que assim quando surgisse no Leste soubesse que estou aqui à sua espera. Nada comprova que retornará daquele lado, nem tampouco que de nova ficará cheia e sorridente, mas ontem enquanto observava o céu vi uma estrela cadente. Fiz um desejo que surgiu profundamente deste corpo humano e com o dom que Apolo me concedeu, acredito que ressurgirá lá no horizonte. É só mais uma história! É só mais uma! Eu aguardo sua vontade, doce Lua, de se apresentar de novo a mim do outro lado, mas que história é essa de correr friamente sem nem me avisar. Ainda refletia meu olhar quando agachei pra descalçar e num instante corria através dos jardins rumo ao chão do mundo, onde foi parar? E foi nesse esconde-esconde que eu aprendi a gostar. Antes até tarde correndo eu ficava, mas agora paciente eu acredito que de lá ressurgirá. É só mais uma história, e é nessa que decidi me escrever. Vou dando contornos à minha forma humana e o medo de não escapar. Que importa se os deuses riem, se eu posso contemplar. Mas pra quê? Eu não quero contemplar! Não quero só mais uma história, quero que juntos possamos escrever essa história do mundo, um mundo que quero estar. Cada passo que dou no monte me remete à lembrança de quando passou por este céu e Zeus bem sabe, pois acima está pra me resguardar. Mas sai daí seu velho encrenqueiro que a Lua está pra passar! Eu vou correndo vou correndo e corro até cansar, essa Lua aí de cima de brincadeira deve estar. Mas que Lua? Já foi! Lá embaixo agora está. Lua sapeca que gosta de brincar. Era paixão de outono, mas que insiste em ficar. Lua venha cá. Não se esconda não. Eu sou Mercúrio e me fiz homem pra que pudesse me enxergar. É só uma história, todo mundo que lê sabe que é uma história. É uma metáfora de um sujeito apaixonado, isso é coisa de poeta? Poeta nada, eles mentem. É coisa de gente que sente. Sabe aquela pessoinha que fica ali sentada de olhar vago e olhando pro infinito? É, meus senhores, riam, riam seus palhaços engraçados, pois uma dia sentarão no banco dos bobos, das borboletas, dos cavaleiros, das princesas e as abelhas anunciarão com suas trombetas : -Lá vem o bêbado apaixonado! Um belo dia o poeta vagabundo bebeu a poção mágica e perdeu o rumo da história. Que isso? Desejos, malditos desejos que vem e que vão. Senhor poeta não se esqueça de escrever que aquele rosto da Lua é a princesa acorrentada. À direita os leões, à esquerda a criança e o poeta destruidor-criador anuncia aos palhaços sua nova descoberta: - Lá vem o bobo da corte. Todos olham e se perguntam: Onde? Aqui meu povo, eu rodopio e faço cambalhotas só pra animar a princesa. Mas a princesa acorrentada ele nem sabe se o verá, ele mantém a esperança que a Lua o anunciará. Lua azulada no céu reflete o olhar do poeta que no mundo da fantasia roubou o espírito dos deuses só pra anunciar a sua chegada à princesa: - Querida princesinha do meu coraçãozinho, isso tudo é balela e o que importa é sentir. Onde estão as correntes? Onde estão os atores desta peça teatral, pois é tudo encenação pra mostrar à bela moça: Que de um sorriso brotou uma afeição. Do seu abraço uma grande emoção. Do seu olhar uma palpitação, meu estômago, meu estômago dói e não é de fome é da sede! É da sede de conhecer alguém que mudou o rumo certo da vida, e pra que quereria o rumo certo se no caminho errado eu descubro o mundo? Eu te quero porque é de graça e neste estado de graça, onde a Lua brilha feita louca, ah! eu curto a mariposa que descansa na parede à minha espera. Eu que tenho sido cômico, me transformei em piada só pra que me notasse. Eu que só queria um ombro pra dormir duma amiga sorridente, me vi no ombro amigo da garota serena que transformei em Lua, em princesa e por último a pessoa que gostaria. Eu que era bobo da corte me fiz deus pra que na boca maldita do poeta demonstrasse essa paixão de outono. Não, não me digas tu que me enamoras porque não tem graça, eu quero que fiques aí bem parada só pra ouvires e auscultares meu coração. Quando a lua voltar do lado de lá, aí sim sorrias e venhas aos meus braços e digas o que sentes: - Gostar é maltrapilho, é vagabundo e preguiçoso, se não der um tapa antes não descobre o que é charmoso. Arritimia, arritimia, arritimia! Cafeína! Arritmia! Tum! Tibum, num enfarte o poeta palhaço morreu de tanto querer, mas agora sua alma é carregada pela Lua pro lado de lá. ALMA: -Dou risadas, dou muitas risadas: A vida é engraçada. D.F.R.
"Deveria ser uma história o que escreverei, mas como escrever algo quando as sensações tomam meu corpo de forma descontrolada. Não posso resistir ao sorriso da bela Lua crescente, no horizonte, ascendente. Que Zeus saiba urgentemente os fatos da terra de meu corpo. Como escrever quando preciso sentir e ao sentir esqueço o que escrever, pois só quero sentir. Não quero escrever que vejo todo o universo estrelado ao infinito e mesmo sem contá-lo, posso senti-lo. Acaso já sentiu o universo inteiro? Basta querer alguém, posso querer a Lua? Ah, noite, mostre sua beleza, o olhar do universo noturno aqui na Terra. Porque não posso querer outro ser além da Lua, nela descansa minha paixão deste outono. Eu sempre soube que amá-la seria me sentir desta forma. Eu sempre soube que senti-la seria estonteante. Eu sempre soube que poderia caminhar neste labirinto em forma de reta infinita rumo ao seu coração. Eu sempre soube que quereria um beijo apenas. O céu anuncia sua majestade. Deveria correr com as asas de meus pés rumo àquela alma dos céus, mas tenho medo que assim como Ícaro, aquele olhar derreta minha alma. As outras estrelas já se perderam em redor da Lua e na Terra eu anuncio a todas as criaturas: Lá vem a Bella Luna! Eu, Mercúrio, cairia na Terra somente para admirar essa visão, de uma Bela Lua. Que Zeus, cronida-rei, entenda o domínio de Eros em meu peito. Que criatura atrevida! Incendeia Cronos e domina o tempo por um instante, o instante em que a seta luminosa carregada daquele olhar da Bela Lua caíra sobre meu peito. Mas agradeço irmão, mesmo que a desgraça seja fruto seu, eu arrisco me atirar aos braços dela. Oh, Bela Lua, salve-me deste mundo, pois sou mais um ser caído. Leve-me de volta aos céus para descansar ao lado seu. Eu admiraria eternamente neste outono olímpico toda a beleza que descansa em si. Desejos, desejos, desejos! Onde estes malditos desejos me levarão, oh, Bela Lua? Que seja qualquer lugar onde possa minha alma lhe observar. Deixe-me querer, deixe minha alma guiar meu corpo se eu estiver em seus sonhos, se eu for o escolhido. Paixões, paixões, paixões! Quanta estima faço desta paixão de outono. Quanta loucura descubro neste sentimento de homens, eu os invejo. Que melhor descrição poderia fazer de seu sorriso, enquanto seus olhos se fecham empurrando toda alegria da alma, além daquela na qual não descrevo. Não descreverei seu sorriso. O que existe na necessidade da descrição de uma breve paixão? O que ocorre diante do olhar emocionado? A mais bela flor de hoje surgiu num instante preenchendo meu coração de alegrias. O que fazer quando a Lua caída dos céus passa diante dos olhos e seu magnífico brilho me atrai de tal forma que não posso recusar? Uma breve paixão de outono onde os encaixes de uma idealização se tornam vívidos e quase completos. Onde inicia a completude? Uma imagem deste outono olímpico que surge na vida expondo minha fraqueza? Ah, mas que fraqueza traria tamanha felicidade que quase arranca meu coração pela boca. Atraente Lua que transforma meu corpo em simulacro de marés, que faço para que diga meu nome de forma carinhosa? Por que é tão bela e resplandece todo esse rostinho que quero me aproximar? Quando foi o momento que me deixei cair em seus braços formosos e senti o desejo de termos um ao outro? Existe sabor mais singular que o desejo de seus beijos? É uma representação de meu corpo sentimental neste outono diferente. É muito bom sentir essa vontade de estar ao seu lado e simplesmente sentir um abraço seu. Quero apenas admirar seu sorriso. Sorria pequena Lua. Faça-me sentir estes calafrios e sentir que estou muito vivo. Esta é uma breve paixão de outono que despertou a necessidade de escrever. Apenas quero deixar o registro para provar ao futuro que paixões de outono existem e mesmo que terminem apenas neste movimento do discurso, foi ótimo tê-la em minhas imaginações. Melhor seria se tudo isso acontecesse de olhos abertos admirando estrelas e uma cadente anunciasse o começo de um beijo de outono que tão logo não cessaria. É assim Bela Lua que reflete em mim toda essa sensação. Já a conhecia de muito tempo, pois tem em si muito do meu querer. Ah, Zeus, como é engraçado sempre me colocando nestas situações, mas faça seu trabalho. Era somente uma paixão de outono. "
D.F.R.
